domingo, 5 de outubro de 2008

Foi-se


Tua plumagem prateada,
A ambiguidade de teus raios
Que me tocam a pele receosos;
O prazer que lhe retiro das palavras
Sussurradas em segredo a mim só;
A ingenuidade deste teu sorriso cândido...
Mas é teu pulsar, teu correr por minhas veias
Que me respiro inteira, vendo-me assim,
A amar-te viciosamente, sorrindo-me receosa
Em olhos lastimosos: Mata-me, aos pouquinhos, mas mata-me!"

Apenas


Os modos fúteis com os quais teus olhos vêem o mundo,
Aquela mínima beleza que se faz perceber timidamente,
Aproxima-se de ti assim, carnalmente,
E ainda atreve-se de tirar-lhe suspiros!
Eu cá, com meus doces brios, chego a sentir-me ciumenta,
E minhas pupilas ardentes em vinho lhe tocam cobiçosas.
"Vês se te sorris assim" digo-lhe eu em meu sorriso doloso
"Quanto tiver em teus, os meus lábios chistosos.".

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"E pensar que poderia achar prazer em teus abraços, carinho em teus beijos, segurança em teus sussuros; o maximo que cheguei a achar foram as desasgraças dum coração tão já ferido, que a outro fere!"
"Aqui estou eu, aqui estarei, para teus suspiros, para teus olhos, teu conforto, e estranhamente para tua morte."

Cartas

Oh, minha amiga! Não sabes o conforto que encontro em escrever-te! Temo não mais ama-lo! Não te rias de mim Helena, pois sei que eras bem contra o nosso amor, mas sinto-me triste, doce amiga, sinto-me mergulhar na antigaa depressão de meus pensamentos, socorra-me!
Sento-me ao seu lado, mas não já não sinto o prazer que antes sentia ao faze-lo, ele segura a minha mão, e eu já não tremo! Que será? caí na monotonia do amor que os velhos sempre nos avisam, ou perco o encontro de nossos corações?
Mas em todo não o temo, antes sem ele tinha meus sonhos, quando ele conquistou-me meu sonho passou a ser apenas ele, sinto saudades de minhas aspirações.
Estou decidida Helena, abrirei mão de nosso amor, para que tenha outra vez, o sonho do qual noites de sono me roubou! Abro mão de nosso amor, já morto, para ter outro bem mais novo!